Diarreia que não passa: quando investigar, causas e exames

Diarreia passageira costuma durar poucos dias e melhorar sozinha. Quando persiste por semanas ou volta várias vezes, passa a ser considerada crônica e merece investigação. Sangue nas fezes, perda de peso sem motivo, febre, dor abdominal persistente, diarreia que acorda à noite e anemia são sinais de alerta. As causas vão de intolerâncias alimentares e infecções a doenças inflamatórias do intestino, e a investigação costuma incluir exames de fezes, de sangue e, em muitos casos, a colonoscopia.
Quando a diarreia deixa de ser passageira?
Diarreia passageira costuma ter explicação clara, como um alimento estragado ou uma infecção, e melhora em poucos dias. Já a diarreia crônica é aquela que persiste por semanas ou que melhora e volta várias vezes, sem uma causa óbvia.
Não precisa ser líquida para contar. Fezes amolecidas e mais frequentes do que o seu normal, por tempo prolongado, também entram. Outro padrão que merece atenção é a diarreia que alterna com prisão de ventre.
Se você se reconhece nesse retrato, anote desde quando começou e como são as fezes. Essa informação orienta toda a investigação.
Quais sinais de alerta pedem avaliação logo?
Alguns sinais mostram que a diarreia pede investigação sem demora:
- Sangue ou muco nas fezes.
- Perda de peso sem motivo aparente.
- Febre persistente.
- Dor abdominal que não passa.
- Diarreia que acorda você durante a noite.
- Cansaço, palidez ou anemia sem explicação.
- Histórico familiar de câncer colorretal, pólipos ou doença inflamatória do intestino.
Ter um desses sinais não significa ter uma doença grave, mas significa que não vale esperar. Se houver sede intensa, boca seca, urina escassa e escura ou tontura, procure atendimento no mesmo dia, porque pode ser desidratação. Sobre o sangue nas fezes, leia sangue nas fezes: causas comuns e quando procurar um proctologista.
Quais são as causas possíveis de diarreia crônica?
As causas são muitas, e só a investigação diz qual é a sua. Em linguagem simples, as principais famílias são:
- Infecções que não foram embora, como as causadas por parasitas.
- Intolerâncias a alimentos, como a lactose, e a reação ao glúten na doença celíaca.
- Síndrome do intestino irritável, uma alteração do funcionamento do intestino, sem lesão visível.
- Doenças inflamatórias do intestino, como Crohn e retocolite ulcerativa.
- Medicamentos, adoçantes e álcool, que podem soltar o intestino em algumas pessoas.
- Alterações hormonais, como as da tireoide.
- Lesões no intestino grosso, como pólipos e tumores, que são mais raras, mas precisam ser descartadas.
Há ainda a diarreia que engana: em quem tem fezes muito endurecidas presas no reto, o líquido pode escapar ao redor e parecer diarreia. É um exemplo de por que o diagnóstico em casa falha.
Diarreia crônica pode ser Crohn ou retocolite?
Pode. A doença de Crohn e a retocolite ulcerativa são doenças inflamatórias do intestino, em que o próprio organismo mantém o intestino inflamado. Costumam trazer diarreia persistente, às vezes com sangue ou muco, dor abdominal, cansaço e emagrecimento.
Mas o mesmo conjunto de sintomas aparece em outras condições, e nenhum desses sinais fecha o diagnóstico sozinho. Ele depende de exames, em especial da colonoscopia com coleta de amostras. Para entender mais, leia doença de Crohn e retocolite ulcerativa.
Se a sua diarreia vem com sangue, dor ou emagrecimento, esse é um bom motivo para marcar a avaliação.
Quais exames costumam entrar na investigação?
O ponto de partida é a consulta: o médico pergunta desde quando, como são as fezes, o que você come, quais remédios usa e se houve viagem ou contato com água ou alimento suspeito. A partir daí, os exames são escolhidos caso a caso. Os que costumam entrar:
- Exames de fezes, para procurar parasitas, bactérias, sangue e sinais de inflamação.
- Exames de sangue, para ver anemia, inflamação e outras alterações.
- Colonoscopia, que examina o intestino grosso por dentro e permite colher pequenas amostras para análise e retirar pólipos.
- Outros exames, quando a história sugere uma causa específica.
Nem todo mundo precisa de todos os exames, e a ordem depende do seu quadro. Leve para a consulta os exames que você já fez.
Quando a colonoscopia entra na investigação?
A colonoscopia costuma ser considerada quando há sinais de alerta, quando os exames iniciais não explicam a diarreia ou quando existe suspeita de doença inflamatória. Ela também é uma ferramenta de rastreamento na idade indicada, como mostra o artigo colonoscopia: a partir de que idade fazer.
O exame é feito com sedação, e o preparo do intestino é orientado individualmente pelo médico. Na investigação da diarreia, ele permite ver o revestimento do intestino e colher amostras, inclusive de áreas que parecem normais, porque algumas causas só aparecem ao microscópio.
Se você já tem indicação de colonoscopia, converse sobre o preparo antes de marcar.
O que fazer em casa enquanto a causa não é descoberta?
Algumas atitudes ajudam sem atrapalhar a investigação:
- Beba líquidos ao longo do dia para repor o que as fezes soltas levam embora.
- Prefira refeições leves e observe quais alimentos pioram os sintomas.
- Anote a frequência, o aspecto das fezes, os horários e a relação com alimentos e remédios.
- Evite remédios para parar a diarreia sem orientação, principalmente se há sangue ou febre.
- Não corte grupos inteiros de alimentos por conta própria, porque isso pode atrapalhar os exames.
Esse diário de sintomas costuma poupar tempo na consulta e ajuda o médico a enxergar o padrão.
Qual médico procurar para diarreia que não passa em Redenção, no Pará?
O proctologista avalia o reto e o intestino grosso, onde podem estar as causas de uma diarreia persistente, e pede e realiza a colonoscopia quando indicada. Se a causa estiver fora do intestino grosso, ele orienta o encaminhamento para o profissional adequado.
O Dr. Daniel Peralba, cirurgião proctologista (CRM 20611/PA, RQE 10316), atende em Redenção, no Pará, e recebe pacientes de cidades próximas. Para agendar uma avaliação, o contato é pelo WhatsApp (94) 99254-5689.
Por Dr. Daniel Peralba · Dr. Íntimo · Cirurgião Proctologista